Antony volta ao São Paulo com camisa nova e para repetir Lucas

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Antony deve iniciar nesta quarta-feira a reta final de sua passagem pelo São Paulo. Após realizar exames médicos na tarde de terça-feira, o atacante de 19 anos, negociado com o Ajax (HOL), é aguardado por Fernando Diniz para o treino desta manhã e para o jogo de sábado, contra o Oeste, às 16h30, em Barueri. O número da camisa dele nestes últimos cinco meses de clube será outro: sai o 39, entra o 17.

O número é semelhante ao do último jogador que foi negociado pelo São Paulo e ficou mais um semestre jogando pelo clube. Lucas, outra cria de Cotia, vestia a camisa 7 em 2012. Ele foi vendido ao PSG (FRA) em agosto, mas permaneceu no Morumbi até dezembro para tentar conquistar um título: conseguiu, sendo o craque da Sul-Americana daquele ano e marcando gol na final contra o Tigre (ARG).

Lucas e Antony, curiosamente, são amigos e têm a carreira guiada pelos mesmos empresários.

Antony voltou da Seleção Brasileira sub-23 que estava disputando o Pré-Olímpico na Colômbia na semana passada, mas não foi nem para o banco no clássico contra o Corinthians porque ainda não havia feito os exames necessários para que o Ajax contratasse um seguro para se proteger em caso de uma lesão.

Como a janela de contratações na Europa está fechada, o garoto ficará no São Paulo até 1º de julho. Caso se machuque e chegue à Holanda impossibilitado de atuar, o Ajax receberá um valor correspondente ao período em que ele estiver fora de ação. O seguro também garante que São Paulo e Antony recebam os valores combinados.

O único campeonato que acabará antes da saída de Antony para o novo clube é o Paulistão. No ano passado, o atacante marcou um gol na final contra o Corinthians, mas não conseguiu evitar o vice. Agora, tem nesta competição a chance de marcar seu nome na história.

O São Paulo tentou convencer o Ajax a receber o atleta apenas em agosto, após as Olimpíadas (o torneio de futebol em Tóquio, do qual Antony provavelmente participará, será de 23 de julho a 8 de agosto). Seria possível tê-lo em uma eventual disputa de oitavas de final da Libertadores, mas os holandeses recusaram.

Antony subiu ao elenco profissional do São Paulo no fim de 2018. Ainda retornou à base em janeiro de 2019 para ser campeão da Copinha e, quando foi promovido definitivamente, logo ganhou a vaga de titular. Ele soma 48 jogos e seis gols pelo clube de seu coração.

Ao LANCE!, Gustavo Henrique compara estilos de Sampaoli e Jesus

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Em busca de confiança para acelerar a adaptação no Flamengo, Gustavo Henrique foi questionado a respeito dos estilos de jogo de Jorge Sampaoli, o seu técnico anterior no Santos, e Jorge Jesus, o atual neste seu início de trajetória no Rubro-Negro.

Após o seu sexto jogo pelo Flamengo, Gustavo Henrique fez a comparação à reportagem do LANCE! aindano gramado do Maracanã, pouco depois do título da Taça Guanabara, diante do Boavista.

-Os dois têm um estilo um pouco diferente. O do Jesus é mais jogando para frente, verticalmente, pressionando sempre o adversário. O Sampaoli é recuando a bola para o goleiro, visando tirar o time de trás e sair jogando (de pé em pé). Estou me adaptando, é um estilo diferente, mas vou procurar fazer o meu melhor e, com certeza, com mais entrosamento com os novos companheiros, vai melhorar – analisou o defensor.

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Gustavo tem encontrado dificuldades, assim como Léo Pereira, o seu companheiro em três jogos até aqui. Como Rodrigo Caio deve ser desfalque nesta quarta-feira, na finalíssima da Recopa Sul-Americana, a tendência é que o camisa 2 siga como titular e ganhe uma ótima chance para dar uma guinada.

Em tempo: o jogo da volta contra o Independiente Del Valle será às 21h30. Na ida, empate em 2 a 2, em Quito.

Jesus indica retorno de Rafinha nesta quarta e analisa 'alternativa' Berrío

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O Flamengo terá duas sessões de treinamento até o próximo compromisso, que será diante do Barcelona-EQU, nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Grupo A da Libertadores, às 21h30. Para o duelo no Maracanã, é possível que Jorge Jesus volte a escalar Rafinha.

O próprio treinador foi quem externou, em entrevista coletiva após vitória no clássico contra o Botafogo, no último sábado, a alta probabilidade de Rafinha retornar, após três partidas e recuperação de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

A fala foi motivada pela análise a respeito da atuação de Berrío, que substituiu João Lucas ainda no início do clássico e compôs o setor defensivo, improvisado.

– As impressões do plantel obrigam com o Rafinha lesionado e o João podendo acontecer alguma coisa, trabalhar o Berrío naquela posição. É um jogador que conhece o lado direito. (Berrío) Não conhece as questões defensivas, mas pode ajudar. É uma função que acho a mais correta do ponto de vista posicional da nossa equipe. O Rafinha quarta-feira, se nada acontecer, vai estar no jogo. O Berrío é apenas uma alternativa, não penso em torná-lo lateral.

Berrío só entrou por conta do contratempo envolvendo João Lucas, que sentiu dores na parte posterior da coxa esquerda eserá reavaliado nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco (de folga neste domingo).

Em tempo:Arrascaeta, que não foi relacionado para o jogo do último sábado, seguirá o trabalho defortalecimento muscular visando o confronto desta quarta-feira. Outro lesionado, Rodrigo Caio também pode voltar à ação.

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Evanilson quer manter média de gols alta no profissional do Fluminense

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O Fluminense tem um dos maiores desafios da atual temporada, na próxima quarta-feira, no Maracanã. Pela segunda fase da Copa do Brasil, o Tricolor disputa duelo eliminatório com o Botafogo-PB, sem a vantagem do empate. E uma das esperanças da equipe para conseguir a vitória é o atacante Evanilson. Cria de Xerém, o jogador de 20 anos que fez a estreia pelos profissionais no Brasileirão de 2019, anda em alta no clube. Em boa fase, ele já o vice-artilheiro do ano, com quatro gols, atrás apenas de Nenê, com sete.

– É maravilhoso um começo de temporada assim, no time profissional. Graças a Deus as bolas estão entrando. Minha meta é continuar assim, fazer gols, não ficar muito tempo sem marcar.No Sub-20, ano passado, estava jogando de ponta, passei para centroavante e consegui fazer muitos gols, estou buscando manter essa média no profissional – disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira, no CT Carlos José Castilho.

O Tricolor não terá vida fácil no duelo contra os paraibanos. A equipe visitante tem nomes experientes no elenco como o lateral Léo Moura e o goleiro Felipe, ésegunda colocada no Grupo A do Estadual, com 11 pontos e faz boa campanha da Copa do Nordeste, com 9 pontos no Grupo A, à frente de equipes da Série A comoBahia, Fortaleza e Sport.

O jovem atacante pregou respeito ao rival e pediu atenção com uma situação incômoda que vem se repetindo em alguns jogos do Flu. Contra Flamengo, Moto Club-MA e Madureira, o time comandado por Odair Hellmann sofreu gols antes dos dez minutos de bola rolando.

– Não podemos desmerecer a equipe do Botafogo-PB, que ainda não perdeu esse ano. Vamos trabalhar sério, estamos vindo de dois bons jogos consecutivos. Vamos buscar manter.Temos tomado gols no começo dos jogos.Isso nos prejudica bastante. O Odair está pegando bastante no nosso pé. Temos que ficar ligados desde o começo. O melhor é que conseguimos virar essas duas partidas e fazer os resultados – disse Evanilson.

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Parceria de longa data com Marcos Paulo

Evanilson não tem brilhado sozinho no ataque tricolor no começo de temporada. O protagonismo pelo bom desempenho ofensivo tem sido dividido com Marcos Paulo, outra cria de Xerém. O entrosamento dos dois vem desde os tempos de categoria de base e vai além dos gramados.

– O Marcos Paulo jogou comigo no Sub-20. Temos uma parceria dentro e fora de campo excepcional, já moramos juntos no alojamento do Fluminense. Ele está me ajudando bastante, eu estou ajudando bastante ele – finalizou.

Fluminense e Botafogo-PB se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h15, no Maracanã. Nesta fase da Copa do Brasil não há mais vantagem do empate. Em caso de igualdade, a decisão da vaga será nos pênaltis.

'Não tomo decisões de cabeça quente', diz Abel após derrota do Vasco sobre possível saída do clube

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Após a derrota do Vasco para o Goiás, na noite desta quinta-feira, em São Januário, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil, o técnico Abel Braga foi questionado se iria deixar o clube. Em entrevista coletiva depois da partida, o treinador cruz-maltino afirmou que não toma decisões de cabeça quente, mas disse que caso tenha que pedir demissão, pode acontecer posteriormente.

– Não estou abatido, estou insatisfeito. Não sei perder, não aprendi. Queria ser mais complacente com a derrota, porque a vitória do Goiás foi merecida pela forma que entramos. Não tomo decisões de cabeça quente. Se eu tiver que pedir demissão, amanhã eu falo com o presidente. Eu gosto muito do Vasco, gosto muito do presidente e muito dos jogadores. Mas não gostei nada da atitude no primeiro tempo. Tudo o que conversamos ontem… Vimos o Goiás treinar – afirmou o treinador, completando:

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– Os jogadores, independentemente do momento e da posição, são exemplares. Por tudo que eles têm passado… O primeiro tempo foi muito ruim, mas algum tipo de posicionamento errado ocasionou o gol. Tivemos que correr atrás do Goiás. Falei: “Vocês me passam uma coisa no treinamento e têm uma atitude daquelas no primeiro tempo?”. Nos sentimos envergonhados. Você não vai na qualidade, mas tem que ir no esforço. Foi só isso que tivemos no segundo tempo. Tínhamos que melhorar bastante. Se tiver que mudar quatro ou cinco, eu não me importo. O Vasco tem que dar a resposta.

O Vasco agora volta suas atenções para o clássico contra o Fluminense, no domingo, no Maracanã, pela Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. Pela Copa do Brasil, a equipe de Abel Braga volta a enfrentar o Goiás na próxima quarta-feira, em Goiás.

É dinizismo! Técnico desconversa, mas São Paulo 'encerra' discussão

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O São Paulo publicou em suas redes sociais uma foto de Fernando Diniz com os jogadores e praticamente encerrou a bem-humorada discussão que a torcida criou durante a pausa do futebol: é dinizmo ou dinizismo? O clube escreveu dinizismo.

Na noite de quarta-feira, em entrevista ao Sportv, o treinador se divertiu e desconversou:

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– Eu acho engraçado o que está acontecendo. Nunca promovi esse tipo de assunto. Vou continuar trabalhando e vou deixar para as pessoas que criaram resolverem entre elas.

Há alguns dias, o LANCE! ouviu referências da língua portuguesa para tirar a dúvida. Todos eles disseram que, gramaticalmente, o mais correto seria mesmo “dinizismo”. Trata-se, porém, de um neologismo, uma palavra inventada, o que dá ao criador a possibilidade de escrevê-la da maneira que preferir.

'A pandemia não pode turvar a visão dos problemas do futebol nacional', diz Rodrigo Monteiro de Castro

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A sensação de que a pandemia do novo coronavírus é só mais um dos obstáculos que o futebol brasileiro terá pela frente norteia o pensamento de Rodrigo Monteiro de Castro. Embora creia que, neste momento, o Estado tem de dar algum amparo para que os clubes se mantenham, o advogado é categórico.

– O futebol brasileiro não está com tantos problemas devido à pandemia. Ele já estava com um problema estrutural que tem de ser corrigido, para que o Estado não fique dando novas ajudas futuramente – afirmou.

Ao LANCE!, Castro crê que o futebol brasileiro é “pouco atrativo” e não atinge o seu potencial. E, diante da calamidade mundial que afetou também o país, vê o período pós-pandemia como a chance de uma guinada para o futebol brasileiro.

LANCE!: Quais são os caminhos para os clubes brasileiros voltarem a se estruturar diante dos tempos difíceis de uma pandemia?

Rodrigo Monteiro de Castro: Este fato extraordinário não pode turvar a visão dos verdadeiros problemas do futebol nacional. Seria o mesmo que um paciente com câncer ser infectado com outro vírus. Ele é tratado e se cura do vírus, em uma solução imediata, mas segue com um câncer. Não podemos ficar mais com aquela ideia de agremiações que pertencem a um grupo de bairro, isto tem de ser superado! A hora é de mudar e conseguir recursos para o futebol brasileiro. Caso contrário, o Estado soluciona o problema imediato (o impacto econômico causado pelo novo coronavírus), mas depois tem de se organizar mais uma vez para resolver os problemas, repetindo aquela velha história de clubes querendo adiantar cotas, pedir perdão, etc…

L!: Como o Estado tem de agir neste momento em relação aos clubes?

É claro que, inicialmente, o Estado terá de interferir e ajudar mais do que os liberais gostariam. O futebol brasileiro tem de se organizar primeiramente como indústria. Desta maneira, o Estado dirá aos clubes que já são mais de 100 anos de isenções, perdões, TimeMania, Petrobras. Não dá mais para o Estado ficar salvando o futebol! Há uma convergência atualmente entre o projeto do clube-empresa, do deputado (federal) Pedro Paulo (DEM-RJ) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sobre Sociedade Anônima do Futebol (SAF), na qual participei, que se complementam. Caberia ao Estado conceder linhas de financiamento e, aos poucos, contribuir para que o futebol seja uma indústria própria, que não comprometa geração de riquezas.

L!: Atualmente, há um plano emergencial no qual bancos “socorreriam” os clubes em meio à pandemia do novo coronavírus. O que acha desta medida?

Bom, os movimentos têm de ser pensados apenas numa situação imediatista, para salvar a indústria por agora. O balanço do público, os estádios, os salários dos atletas indicam que não haverá condições de trabalho tão cedo no futebol. Por isto, em algum momento, o Estado vai ter de “relaxar” e ajudar. Contudo, estas medidas emergenciais não podem ser, mais tarde, deturpadas para resolver problemas estruturais. É preciso um ajuste, reinventar a roda! Nem todo mundo será o que o Flamengo é, mas diversos clubes serão fortes o bastante para disputar vagas em competições, de estar em uma semifinal de um torneio.

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‘As medidas emergenciais (para ajudar os clubes em meio à pandemia do novo coronavírus) não podem ser deturpadas para resolver problemas estruturais’

L!: Qual impacto a “migração” para o clube-empresa pode trazer a uma agremiação?

O financiamento passa pelo “Match Day”, patrocínio e a negociação de jogadores. Com tudo isto em mãos, ele começa a fazer um plano de negócios e tem uma base para criar um ambiente de atração de recursos. É por isto que precisamos de um Marco Regulatório no futebol, que permitirá ao investidor preferir um modelo crível, que tenha maior transparência e credibilidade.

L!: De que forma o clube pode atrair os investidores?

Tudo vai depender da tese de investimento. Pesará a empresa que começou a resolver suas dívidas. O futebol é uma atividade que congrega pessoas no planeta. Naturalmente, estamos em uma situação difícil e vão ocorrer ajustes em todos os setores, com redução de salários de jogadores, patrocinadores “segurando” um pouco. Todos os agentes têm de superar… Mas na hora em que as portas forem reabertas, haverá muito a investir no futebol nacional, e inclusive com investidores brasileiros. Infelizmente, é uma atividade que não é explorada em seu melhor.

L!: Por que acha que o Brasil não explora o seu futebol na sua melhor forma?

Por não ter condições de oferecer um produto de qualidade. O investimento de imagem, “ensuring” (segurança), a participação maior do torcedor. Aqui, a relação da torcida é mais passional. Em geral, os clubes daqui não têm como investir em melhorias. A busca é por saldar a folha de pagamento. Já na Europa, temos um ambiente no entorno, maior visibilidade e chance de ascensão gradativa. O exemplo maior é o Manchester City, que há dez anos estava na Segunda Divisão e hoje é um dos cinco mais poderosos clubes da Inglaterra.

‘Caso tivéssemos nos adequado lá atrás (ao clube-empresa), não estaríamos tão atrasados em relação a outros países’

L!: Acha que, diante de tantos percalços no país, é cedo para que as agremiações debatam o clube-empresa?

Acho que não. A questão do clube-empresa começou a surgir na década de 1990. Passamos os anos 2000, 2010 e estamos em 2020 já! Caso tivéssemos nos adequado lá atrás, o futebol brasileiro não estaria da forma que está hoje, tão atrasado. Os jogadores partem cada vez mais jovens para o futebol europeu, o qual o Campeonato Brasileiro não é atrativo e jogos da Seleção Brasileira levam um público ínfimo no exterior. Perdemos o mundo midiático devido ao comodismo da estrutura do Estado perdoar dívidas de clubes. Afinal, a Seleção funcionava em campo, venceu as Copas de 1994 e 2002. Agora, a solução está no Congresso e temos um longo caminho para pavimentar. Espero que seja um momento de virada para nós.

Presidente do Bahia nega querer 'perdão' de dívidas sobre o Profut

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Segundo informação que circulou na última sexta-feira (24), um pedido da Comissão Nacional dos Clubes (CNC) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se transformou em um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados.

Nele, a proposta de destaque seria a do congelamento das parcelas do Profut, oPrograma de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, pelos próximos 12 meses para diminuir o impacto financeiro da pandemia do novo coronavírus.

Além da ideia inicial, o projeto que conta com 11 pontos de reivindicação também solicita que o dinheiro geralmente arrecadado com o sistema lotérico Timemania para quitação da dívida com o Profut seja diretamente repassado para as equipes.

Em palavras ditas ao ‘Blog do PVC’ no portal ‘Globo Esporte’, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, garante que essa solicitação não caminha para nenhum tipo de perdão das dívidas com a solicitação:

-Estamos falando de carência nos prazos de pagamento, não de perdão. Ninguém no futebol quer perdão das dívidas.

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Ênio, do Botafogo, elogia postura de Honda fora de campo: 'Referência como pessoa'

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Um dos pedidos de Paulo Autuori é de aumentar a integração entre o time principal e as categorias de base. Desde a volta dos treinamentos presenciais, no mês passado, o treinador conta com jogadores das equipes inferiores do Botafogo na rotina do Estádio Nilton Santos. Este é o caso de Ênio, atacante e um dos destaques do sub-20 na última temporada.

– Está sendo uma experiência muito positiva. Contribui para o meu processo como atleta e como pessoa. Tive algumas oportunidades de jogar no início do Campeonato Carioca, contra Volta Redonda e Madureira, e agora, com o professor Paulo Autuori, que me deu a oportunidade contra a Portuguesa. Com certeza é um período de bastante aprendizado. Estou com jogadores de altíssimo nível, Honda, Pedro Raul, Marcelo, entre outros. Eles me passam ensinamentos e me dão confiança no dia a dia – afirmou o jogador, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Keisuke Honda tem pouco tempo no Brasil, mas já impressiona praticamente todos ao seu redor no Botafogo. Ênio é um deles. Além de destacar as experiências dentro de campo, o atacante valoriza o contato com o japonês naquilo que se diz respeito fora do futebol.

– O Honda é um ser humano muito atencioso e antenado não só com o futebol, mas em tudo que acontece no mundo. Dá pra perceber toda vez que ele puxa alguma conversa, sempre tenta dar um toque para os mais novos, e eu levo isso para a minha vida. Sempre que ele sempre fala algo sempre estou aberto a escutar. Além de um atleta vencedor, é uma referência como pessoa. É bom estar ao lado de pessoas desse nível. É bom para o meu futuro – admitiu.

Além do meia, o Botafogo tem outro reforço de nível internacional a caminho: Salomon Kalou, que resolve pendências burocráticas para chegar ao Rio de Janeiro. Ênio enxerga a vinda do marfinense como uma oportunidade de ver um exemplo de sucesso na própria posição.

– Kalou é um jogador de nível internacional, disputou Champions League, Copa do Mundo e grandes campeonatos. Estou ansioso para a chegada dele, quero aprender muito com ele. É um jogador da minha posição, vou querer ficar perto dele. É uma oportunidade única na minha carreira – completou.

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MAIS DECLARAÇÕES DE ÊNIO, EXCLUSIVO AO LANCE!

Treinos no time principal

– Estou muito feliz com esse período de treinamento no profissional. Tenho tentado aproveitar cada dia da melhor maneira possível, agregar a parte física e o professor Paulo tem passado muitos conselhos táticos. A questão da mentalidade é algo que ele sempre pede também. Ter uma mentalidade vencedora, de querer evoluir. Tenho total que esse período está sendo importante.

Campeonato Brasileiro

– Esse período de treinamentos vai ser importante para a equipe em termos de entrosamento. Para o pessoal se conhecer melhor, para o Paulo testar novas peças e situações de jogo, o trabalho tem sido duro, os trabalhos estão sendo puxados, acredito que a equipe vai evoluir bastante. Vamos torcer para implementar tudo no Campeonato Brasileiro e garantir os objetivos da temporada. Espero estar inserido nesse processo. Quero ajudar o Botafogo, seja no sub-20 ou no profissional.

Jesualdo terá dor de cabeça boa para montar meio-campo do Santos nas quartas do Paulistão

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Embora servisse apenas para cumprir tabela, a derrota por 3 a 2 do Santos diante do Novorizontino, neste domingo, pela última rodada da primeira fase do Paulistão, na Arena Corinthians, em Itaquera, serviu para dar uma dor de cabeça positiva ao técnico Jesualdo Ferreira. O volante Jobson retornou de suspensão e fez boa partida, postulando de vez a uma disputa parelha com Alison pela titularidade.

A favor de Jobson pesa a boa saída de bola, qualidade importante para o esquema de jogo de Jesualdo, que escala os seus volantes à frente da defesa, pela faixa central, a fim de iniciar as jogadas. Em relação a Alison, a liderança joga a favor. O camisa cinco é o capitão da equipe. Ambos tiveram boas oportunidades até o momento, 2020.

Alison disputou oito jogos, sete como titular, sendo substituído apenas uma vez, no intervalo do empate em 0 a 0 contra o Palmeiras, na oitava rodada do estadual, no estádio do Pacaembu, quando saiu de campo com uma lesão no joelho, que o tirou de quatro partidas. O capitão santista jogou 600 minutos na temporada até aqui.

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No retorno do Santos no Paulistão, na última quarta-feira, quando empatou em 1 a 1 contra o Santo André, pela 11ª rodada da competição, na Vila Belmiro, o camisa cinco foi titular. Na oportunidade, Jobson estava suspenso, por conta da expulsão na última partida antes da quarentena, no dia 14 de março, na derrota por 2 a 1 contra o São Paulo, na décima rodada do estadual, no estádio do Morumbi.

Já contra o Novorizontino, Jobson retornou de suspensão e ganhou novo espaço no time titular do Alvinegro Praiano, atuando durante os 90 minutos. No total, em 2020, o camisa oito jogou 548 minutos, 52 a menos do seu companheiro de posição, foi escalado em nove partidas, seis delas como titular, sendo substituído apenas uma vez.

O Peixe volta a campo nesta quinta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, onde enfrenta a Ponte Preta pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini

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